PARA CRESCER OS HORMÔNIOS DA TIREÓIDE DEVEM ESTAR EM ORDEM

OBESIDADE DESCONTROLADA

2 de fevereiro de 2011

ENDOCRINOLOGIA - NEUROENDOCRINOLOGIA: HIPOTIREOIDISMO SUBCLINICO, TIREÓIDE, TIREÓIDITE DE HASHIMOTO, OBESIDADE, EMAGRECER; DISTRIBUIÇÃO IRREGULAR DE HORMÔNIO DEVIDO A TIREÓIDE.

No hipotireoidismo ocorre a deficiência dos hormônios da tireóide, que pode potencialmente afetar o funcionamento de todo o corpo. A taxa de funcionamento normal do corpo diminui causando lentidão mental e física. Os principais fatores de risco são idade superior a 50 anos, sexo feminino, obesidade, cirurgia de retirada da tireóide e exposição prolongada a radiação. 
O grau de severidade pode variar de leve, apresentando um quadro de depressão em que o diagnóstico de hipotireoidismo pode passar desapercebido, até a forma mais grave, denominada mixedema, caracterizada pelo inchaço de todo o corpo e que constitui uma emergência médica. As causas mais comuns de hipotireoidismo são: doença de Hashimoto (uma doença auto-imune); tratamento do hipertireoidismo com iodo radiativo; retirada cirúrgica da tireóide para tratar hipertireoidismo ou tumor; uso prévio de medicamentos antitireóideos; pós-parto (transitório em 60-70% dos casos); uso de certos medicamentos como lítio, amiodarona, iodeto e interferon alfa; deficiência na regulação da glândula; inflamação da tireóide; deficiência de iodo (substância importante para a produção dos hormônios tireoidianos) e resistência generalizada ao hormônio tireóideo. 


Os principais sintomas do hipotireoidismo são: 

• fraqueza e cansaço, 
• intolerância ao frio, 
• intestino preso, 
ganho de peso
• depressão, 
• dor muscular e nas articulações, 
• unhas finas e quebradiças, 
• enfraquecimento do cabelo, 
• palidez. 

Outros sintomas que podem aparecer mais tardiamente são: fala lenta, pele ressecada e espessada, inchaço de mãos, pés e face, diminuição do paladar e olfato, rouquidão, menstruação irregular, dentre outros. O diagnóstico do hipotireoidismo será feito pelo médico com o auxílio de exames laboratoriais que avaliam a função da tireóide. Normalmente, encontramos as seguintes características:  
• TSH: todos apresentam concentrações circulantes elevadas de hormônio estimulador da tireóide. 
• T3 e T4 livres: os níveis dos hormônios tireoidianos podem estar normais, em casos assintomáticos ou brandos, ou diminuídos.
O objetivo do tratamento é repor a deficiência de hormônio da tireóide. O medicamento mais freqüentemente utilizado é a levotiroxina, mas há outros disponíveis. E o tratamento deverá ser seguido por toda a vida, mesmo se os sintomas desaparecerem, pois são freqüentes as recaídas com a interrupção do medicamento. A complicação mais grave do hipotireoidismo é o mixedema que pode levar ao coma, mas que felizmente é a rara. Ele pode ser causado por infecções, exposição ao frio, certos tipos de medicamento e outras doenças. No coma pelo mixedema ocorre alteração do comportamento, diminuição da respiração, queda da pressão sanguínea, do açúcar no sangue e da temperatura. Doenças cardíacas, infecções, infertilidade e abortamento, também podem ocorrer como complicações do hipotireoidismo. Como o desenvolvimento dos sintomas e sinais de hipotireoidismo é tipicamente insidioso e a prevalência da forma subclínica é estimada em 40%, é recomendada a avaliação laboratorial de rotina na população em geral, mesmo na ausência dos sintomas.

Dr. João Santos Caio Jr.
Endocrinologia – Neuroendocrinologista
CRM 20611
Dra.Henriqueta V. Caio 
Endocrinologista – Medicina Interna
CRM 28930

Como Saber Mais:
1. Qual a diferença entre o hipertireoidismo e o hipotireoidismo?
2. No caso do hipotireoidismo podemos falar que ele é mais grave ?
3. A obesidade pode ser mais complicada se tratada com diagnóstico de hipotireoidismo?
AUTORIZADO O USO DOS DIREITOS AUTORAIS COM CITAÇÃO
DOS AUTORES PROSPECTIVOS ET REFERÊNCIA BIBLIOBRAFICA.


Referência Bibliográfica:
By Linda Wilson NEW YORK (Reuters Health) Aug 06
Report in the August Obstetrics & Gynecology
Co-author Dr. Brian Casey at the University of Texas Southwestern Medical Center and colleagues; American College of Obstetricians and Gynecologists.







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