PARA CRESCER OS HORMÔNIOS DA TIREÓIDE DEVEM ESTAR EM ORDEM

OBESIDADE DESCONTROLADA

5 de abril de 2011

ENDOCRINOLOGIA – NEUROENDOCRINOLOGIA: OS DESAFIOS E AS COMPLEXIDADES DE REPOSIÇÃO DE HORMÔNIO TIROIDIANO, NAS DIVERSAS DOENÇAS DO METABOLISMO ORGÂNICO, LEVA A TIREÓIDE A NÃO ESTAR PERFEITAMENTE COMPENSADA, QUE COMPROMETERÁ A DISTRIBUIÇÃO DE PRATICAMENTO TODOS OS DEMAIS HORMÔNIOS, E FACILITA O APARECIMENTO DE DOENÇAS DELA MESMA, COMO HIPOTIREOIDISMO SUBCLÍNICO,TIREOIDITE DE HASHIMOTO, HIPOTIREOIDISMO, HIPERTIREOIDISMO E HIPERTIREOIDISMO SUBCLÍNICO, ENTRE OUTRAS.


Hipotireoidismo é um distúrbio endócrino que afeta de 1% a 10% da população. Os sintomas do hipotireoidismo incluem fadiga, letargia, e diminuição do desempenho cognitivo. A terapia de hipotireoidismo é a reposição dos hormônios, por causa de sua meia-vida longa e de conversão para a forma bioativos, como a triiodotironina (T3). Recentemente, pesquisas no tratamento ressurgiu de médicos que constataram que os pacientes ainda experimentavam significativa morbidade psicológica, tais como, diminuição da performance cognitiva, humor e debilidade do estado físico, apesar da terapia adequada com T4 padrão. Posteriormente, foi relatado que os pacientes tratados, tanto com T3 quanto T4 experimentavam um melhor do funcionamento cognitivo (memória, raciocínio, inteligência, menos lentidão, etc) em comparação com pacientes tratados com T4 sozinho.
Esta revisão discute a literatura atual comparando a melhora cognitiva em terapias de combinação T3/T4 e T4 em monoterapia no contexto da mais recente pesquisa biológica no metabolismo da tireóide e sinalização em neurônios que poderiam ajudar a explicar os resultados conflitantes na cognição (memória, raciocínio, inteligência, menos lentidão) nesses estudos e ajudar a desenvolver novos paradigmas para testar no futuro. Entretanto, na prática clínica, esta associação não é nova, praticamente nós clínicos especialistas em endocrinologia fazíamos habitualmente esta associação, mas aumentava os episódios de taquicardia entre outras alterações, e o limiar de descompensação era muito tênue  Mas compreendemos, que têm sido feito diversos trabalhos citando os benefícios dessa associação. Outro detalhe que tem sido questionado no meio científico e clínico, são os horários de tomada desses hormônios tireoidianos de reposição ou controle; alguns pesquisadores tem sugerido a maior eficiência nas tomadas noturnas antes da última refeição.
Por ex: o hormônio de crescimento, desde a fase pós-natal, até a idade adulta fica comprometido de forma importante no caso de alterações dos hormônios tireoidianos, com certeza além de outros órgãos que flutuam seu metabolismo diretamente com os hormônios tireoidianos, temos que tomar muito cuidado no que se refere ao coração e órgãos nobres como o cérebro, ao tratarmos das doenças referentes à tireóide, tanto por seu aumento como por sua diminuição e fatores imunológicos. O fato é que apesar de ser uma das glândulas mais estudadas e conhecidas, temos que ter sensibilidade terapêutica em seu tratamento, para nos antecipar-nos às doenças com relação a disfunção desta glândula de extrema importância na distribuição metabólica de seus hormônios como hipotireoidismo subclínico,tireoidite de Hashimoto, hipotireoidismo, hipertireoidismo e hipertireoidismo subclínico.

Dr. João Santos Caio Jr.
Endocrinologia – Neuroendocrinologia
CRM 20611 

Dra. Henriqueta V. Caio 
Endocrinologia – Medicina Interna 
CRM 28930

Como Saber Mais:
1. Os sintomas do hipotireoidismo incluem fadiga, letargia, e diminuição do desempenho cognitivo?
http://hipotireoidismosubclinico.blogspot.com

2. É questionado no meio científico e clínico, os horários de tomada desses hormônios tireoidianos de reposição ou controle?
http://tireoidecontrolada.blogspot.com/ 

3.Hipotireoidismo subclinico, poderá levar um aumento da massa corporal?
http://endocrinologiaclinica.blogspot.com 



AUTORIZADO O USO DOS DIREITOS AUTORAIS COM CITAÇÃO
DOS AUTORES PROSPECTIVOS ET REFERÊNCIA BIBLIOBRAFICA.



Referências bibliográficas:
Shayri M. Kansagra, BS; Christopher R. McCudden, PhD; Willis S. Monte, MD, PhD: 2010/06/10; Medicina Laboratorial. 2010; 41 (6) :229-348. © 2010 Sociedade Americana de Patologia Clínica.








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